Sobre o SAMAE

HISTÓRICO DO SAMAE

Para se contar a história do SAMAE, é preciso primeiramente fazer uma retrospectiva no tempo, retratando como funcionava o saneamento básico da cidade. Até 1968 a água era captada de uma nascente no Bairro Saivá e aduzida para um reservatório localizado no Bairro Guarapirocaba (hoje conhecido como Bairro da Caixa D´água) e, posteriormente distribuída sem nenhum tratamento. A interligação das tomadas de água, bem como a adução até o referido reservatório de acumulação era feita por gravidade com manilhas de barro de 6”(seis polegadas). O volume captado na época era de 432 m3/dia. O sistema de água era administrado pela Prefeitura. A cobrança era feita por três taxas fixas, independentes do volume consumido, visto não haver medição, diferenciando-se apenas em função da finalidade desempenhada pelo prédio servido e baseadas no salário mínimo.

A tabela era a seguinte:
TAXA INDUSTRIAL = 40% do Salário Mínimo;
TAXA COMERCIAL = 30% do Salário Mínimo;
TAXA RESIDENCIAL = 20% do Salário Mínimo.

A taxa em questão era cobrada anualmente, junto com o carnê do IPTU.
Por razões de incapacidade financeira, administrativa e técnica, buscou-se uma nova solução para o Sistema de Água.
Assim sendo, buscou-se apoio junto a Fundação Serviços de Saúde Pública para elaboração de um projeto técnico que viabilizasse a construção de um novo sistema de água que atendesse com qualidade a maior parte da população.
Assim elaborou-se um projeto para se criar o SAMAE, estimando o crescimento da cidade por 20 anos com uma população presumível de 18.000 habitantes. O novo projeto adotou um consumo médio “per capita” de 160 litros/dia, sem previsão de uso industrial. Para final de projeto, isto é, previsto para o ano de 1987, o consumo médio diário aproximado foi de 2.400 m3/dia.
A iniciativa deste projeto partiu do Prefeito Municipal Profº Alir Dietrich, em 1968.


CRIAÇÃO DO SAMAE

A sigla "SAMAE" significa "Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto", e como o próprio nome diz é uma Autarquia Municipal de vida autônoma, criada pela Lei nº 10 de 11 de dezembro de 1.968.
O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto – Samae de Antonina, como Autarquia Municipal, tem personalidade jurídica própria, sede e foro na cidade de Antonina, Estado do Paraná, dispondo de autonomia financeira e administrativa.
O SAMAE foi criado com a finalidade de estudar, projetar e executar, diretamente ou mediante contrato com organizações especializadas em Engenharia Sanitária, as obras relativas a construção ou remodelação dos sistemas públicos de abastecimento de água potável e de esgotos sanitários, bem como administrar, operar, manter conservar e explorar diretamente, os serviços de água esgoto sanitários, lançar , fiscalizar e arrecadar as tarifas dos serviços de água e esgoto. Também tem a função de órgão coordenador e fiscalizador entre o Município e os órgãos federais ou estatais para estudos, projetos e obras de construção, ampliação ou remodelação dos serviços públicos de abastecimento de água potável e de coleta de esgotos sanitários. E também exercer quaisquer outras atividades relacionadas com sistemas públicos de abastecimento de água e coleta de esgotos, compatíveis com as leis gerais e especiais e defender os cursos de água do Município contra a poluição.
O SAMAE foi administrado pela Fundação Nacional de Saúde - FUNASA e hoje possui dirigente  próprio nomeado pelo Prefeito Municipal. A FUNASA,  é um órgão pertencente ao Ministério da Saúde, e cuja atuação se dá na área da saúde e do saneamento. A FUNASA surgiu com a fusão de órgãos do Governo Federal, entre eles a Fundação Serviços de Saúde Pública - F.SESP, a qual foi criada em 1.942, por acordo entre os Governos Brasileiros e Norte-Americano, para prestar assistência médica e construir obras de saneamento nas cidades dos vales amazônico e Rio Doce. Mais tarde expandiu e intensificou as suas ações de saúde pública e saneamento para, praticamente, todos os Estados e Territórios brasileiros.  
 
No final da década de 60 o sistema de abastecimento de água existente em Antonina era muito precário, isto é, a população recebia pouca água em suas casas e esta era de baixa qualidade. Isso foi motivo suficiente para que houvesse entendimento entre a Prefeitura Municipal e a Fundação SESP, para construção de um novo sistema de abastecimento de água no município que atendesse aos anseios da comunidade Antoninense.
Antes mesmo da construção do novo sistema de água foi criado o SAMAE, órgão municipal que administraria as ações relativas ao saneamento no Município de Antonina.
Como toda obra de engenharia, foi elaborado um projeto técnico detalhado das unidades do sistema de água e em seguida passou-se à execução da obras.
Após a elaboração dos projetos técnicos pela Fundação SESP, a Prefeitura Municipal na época, efetuou um empréstimo de US$ 110.742,00 (Cento e dez mil, setecentos e quarenta e dois dólares) junto ao Banco Internacional de Desenvolvimento (BID).
Houve também participação financeira da Prefeitura, DNOS e Fundação SESP para que a obra fosse realizada.
Após um prazo de carência para a execução do sistema de água, o SAMAE, com a arrecadação auferida junto aos usuários na cobrança de tarifas, efetuou o pagamento do empréstimo em prestações semestrais durante 16 anos. Hoje o sistema de água está totalmente pago e constitui um dos maiores patrimônios da comunidade antoninense.
O sistema de abastecimento de água de  Antonina tem sua principal captação no Rio Mundo Novo, cuja vazão mínima, em períodos de grande estiagem atinge cerca de 100 litros por segundo. Esta captação está construída a 80 metros do nível do mar.
Como apoio ao sistema de adução de água bruta foi construído em 1987 uma Estação Elevatória composta por 02 conjuntos moto-bombas de eixo horizontal, com motores, 02 quadros elétricos de acionamento e comando dos motores, com funcionamento alternado. Na parte externa existem 01 transformador elétrico trifásico. Com a implantação desta Elevatória de Água, o sistema passou a aduzir o dobro do que vinha aduzindo, isto é, passou de 17 para 34 litros por segundo.
 
A água captada pode ser aduzida até a Estação de Tratamento de Água Central, situada no Morro da Cruz, tanto por gravidade, como por via recalque através de adutoras em tubos de ferro fundido, com extensão de 15.800 metros. Esta adutora é composta essencialmente por tubulações de ferro fundido de 200 mm. Deste total 4.000 metros são de tubos de Polivinil de 300mm.
Através de uma estação do tipo convencional, com filtração, o SAMAE tem condições de tratar 50 litros de água por segundo.
Possui também dois laboratórios. Um para análises físico/químico, com diversos parâmetros de análises e um bacteriológico onde são realizadas análises diárias e semanais, para manter o controle e a qualidade do produto oferecido à população.
Todo o sistema de bombeamento de água, desde a água bruta na Captação Rio Mundo Novo até a Estação de Tratamento são  acionados por motores elétricos, os quais funcionam automatizados através de painéis elétricos de comando e controle via rádio.
O sistema de água de Antonina compreende ainda o Distrito do Bairro Alto.
Toda a água distribuída pelo SAMAE, tanto na sede como no distrito, é tratada, clorada e fluoretada, e atende aos padrões de qualidade bacteriológica e físico-química de potabilidade fixados pela Portaria nº 36/90 do Ministério da Saúde e implementada pela Portaria 518/2004.
Apenas o pagamento da "conta de água" dá ao usuário o direito de pleitear o fornecimento da água e ao SAMAE a possibilidade de prestar um bom serviço à comunidade.
O SAMAE é um órgão Municipal, criado por uma Lei Municipal e todo o seu patrimônio pertence ao Município de Antonina, por isso deve ser conservado com carinho por todos nós.


         O sistema de abastecimento de água do SAMAE, compreende nas seguintes etapas:
         - Captação
         - Adução de água bruta
         - Entrada d’água na ETA
         - Filtração
         - Desinfecção
         - Fluoretação
         - Controle de corrosão e Controle de Qualidade da água
         - Adução de água tratada
         - Reservação
         - Distribuição

O SAMAE HOJE

O sistema possui atualmente 6 (seis) captações de água: Rio Jantador, Rio Cotia, Ribeirão da Penha, Ribeirão do Matarazzo, Ribeirão do Maurício e Ribeirão do lotº Res. Itapema.
 
Conta também com 11 (onze) reservatórios apoiados, 6 (seis) casas de bombas, 2 (duas) Estações de Tratamento de Água, uma no Bairro Batel (Morro da Cruz) com capacidade de 1.700m3 de água e outra no Bairro Itapema de Baixo. E outras pequenas Estações.
 
Na área urbana, além do sistema de água que tem origem no Rio Mundo Novo (rio da Mina), que serve a ETA (Estação de Tratamento de Água) do Morro da Cruz, possui dois outros Sistemas Independentes de Tratamento:
 
a) um no Bairro Itapema , com capacidade de reservação de 1.500m3 de água;
 
b) o Sistema Independente de Água do Bairro da Penha, com captação, tratamento e distribuição para uma população de 483 habitantes distribuídos em 108 residências;

c) o Sistema Independente de Água do Bairro Jardim Maria Luiza;

d) o Sistema de Tratamento de Esgoto da Vila instalada no antigo campo do Batel que atenderá 83 famílias.
 
Além disso possui 2 (dois) reservatórios no Bairro Barigui com capacidade para 150m3 de água, 1 (um) reservatório no Morro do Salgado, com capacidade de 30m3 de água, todos automatizados.
 
No Distrito do Bairro Alto foi construído um novo Sistema de Abastecimento de Água, compreendendo reservatório com capacidade de 50m3 de água, laboratório e sistema de captação, tratamento e distribuição de água.
 
O SAMAE possui hoje cerca de 6.500 ligações de água. Somando todos os sistemas de água existentes o SAMAE fornece em média por mês 130 milhões de litros de água tratada a toda população antoninense. A extensão de rede de distribuição de água tratada atinge mais de 98.000 metros lineares.

Ações Executadas na Área de Esgotamento Sanitário, que ainda não estão em funcionamento, porém instaladas:

- Construção da Estação Elevatória da Bacia Central 05 na margem esquerda da Rua Bento Cego;

- Emissário de recalque da Bacia Central 05, da Lagoa de Tratamento até a Estação Elevatória Central 05, compreendendo 2.800 metros lineares de rede de esgoto em ferro fundido.

- aquisição de diversos materiais de PVC para rede coletora de esgoto.

- Execução de obra da rede coletora de esgoto no Loteamento Residencial Itapema (1725 m), Jardim Maria Luiza (2310 m) e Centro da Cidade (3520,18 m), totalizando 7.555,18 m. 

DOCUMENTOS

Baixe o decreto 26-71 com o Regulamento do SAMAE.

LEI_n_10-68_criacao_do_samae_2011.doc

DECRETO_N_065-2015_-_REAJUSTE_DE_TARIFAS_DO_SAMAE.doc

DECRETO_N120-2015_-_REAJUSTE_EXTRAORDINARIO_DE_TARIFAS_DO_SAMAE.doc

DECRETO_7217_2010_-_REGULAMENTA_A_LEI_NACIONAL_DO_SANEAMENTO.pdf

DECRETO_N_065-2015_-_REAJUSTE_DE_TARIFAS_DO_SAMAE.doc

DECRETO_N_172-2015_-_REAJUSTE_DE_TARIFAS_DO_SAMAE_PARA_FEVEREIRO_2016.doc